Por mais que Aristóteles tenha afirmado que "uma andorinha não faz primavera", ainda assim, este pássaro está associado à renovação primaveril. Por toda parte a andorinha é ligada a fertilidade, a alternância e renovação.
Em todos os tempos os homens louvam o préstimo e o encanto da andorinha. Isaías, o profeta, já a elas se referia nas suas predições. Homero cita-as na Odisséia.
Na China antiga, o casal de andorinha era símbolo de fidelidade e a chegada e partida destes encantadores pássaros correspondia à data dos equinócios. O dia de retorno das andorinhas, no equinócio da primavera, era ocasião de ritos de fecundidade. Esse costume deve ser aproximado de algumas lendas que narram a fecundação maravilhosa de moças pela ingestão de ovos de andorinha.
Os ritmos sazonais da andorinha, também são associados à alternância dos ciclos "yin-yang" e é acompanhado de uma metamorfose: ela refugia-se na água (yin,inverno), onde, segundo Lie-iseu, se muda em molusco e, depois, volta a ser andorinha, acompanhando o movimento ascendente do Sol (yang, verão).
"os pássaros são a miúda biblioteca de Deus" Humberto de Campos
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